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Rio que abastecerá Lago de Fronteiras sofre com poluição

Há poucos dias, o presidente do Senado Federal assinou a ordem de serviço que liberava a tão sonhada obra da Barragem de Fronteiras, em Crateús. Várias famílias foram indenizadas e já mudaram de residência. O Departamento Nacional de Obras Contra as Secas mobilizou várias equipes para Crateús, com o intuito de acelerar a obra.

Enquanto várias máquinas trabalham no canteiro de obras, estando localizada próximo da localidade de Ibiapaba, os impactos urbanos comprometem a qualidade da água do Rio Poti.

Foto: Silva FIlho

Um dos pontos de impacto ambiental e poluição, pôde ser observado nesta sexta-feira (19) no Bairro Cidade Nova. Ao lado da ponte que liga o bairro Cidade Nova ao bairro dos Patriarcas, podem ser observados vários pontos de acúmulo de lixo, principalmente o chamado lixo doméstico. Apesar de haver irregularidades de chuvas no Ceará, nos últimos dias tem chuvido em Crateús, trazendo reflexão para a grande obra que o Ministério da Integração Nacional constrói, e segue dentro da normalidade na zona rural de Crateús. Enquanto o cenário do distrito de Ibiapaba mudou, mostrando casas alugadas, pessoas empregadas e máquinas trabalhando a todo vapor, na zona urbana de Crateús existem pontos negativos a serem analisados, em relação às águas que abastecerão a barragem.

Várias audiências públicas foram realizadas com o intuito de encontrar alternativas de preservação da mata ciliar e do leito do rio. Essas audiências têm ocorrido nos dois estados em que o rio escorre, ambos, Ceará e Piauí. A última audiência realizada na Câmara dos Vereadores de Crateús, em 23 de novembro de 2017, mostrou através de ambientalistas e gestores ambientais, que é necessária uma maior conscientização pela população para revitalização do rio. Os crateuenses devem ter conscientização sobre a limpeza do leito do rio Poti. Esse rio, hoje poluído, é o mesmo que atrai visitantes para a prainha da Ibiapaba. Banhos de rio nos finais de semana, pescarias, e uma série de atividades já foram prejudicados por causa dos impactos de lixos jogados no leito.

Nesse começo de 2018, a sociedade está a observar os impactos econômicos com a chegada do Lago de Fronteiras, dentre eles: empregos garantidos, máquinas trabalhando e hotelaria movimentada. Enquanto caem as primeiras chuvas de janeiro de 2018 em Crateús, no sereno da noite, não se vê o lixo jogado no rio, doenças relacionadas às moscas, problemas de paisagismo, recipientes que acumulam água para mosquitos Aedes Aegypti e águas poluídas. A poluição do rio Poti precisa ser eliminada no Ceará. Apesar de debatida, essa discussão nao está mais limitada a aspectos ambientais, com o tempo, já tem ultrapassado fronteiras.

Por Silva Filho

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