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Atualizado: Avião que caiu em Boa Viagem trouxe milhões para abastecer apoio a Haddad, diz Istoé

Empresa citada na matéria, CLC emite nota de esclarecimento. veja na íntegra:

NOTA DE ESCLARECIMENTO
A despeito de matéria com o título “Brasil: Como Lula opera a campanha na cadeia”, onde uma retranca jornalística com subtítulo “Avião com R$ 6 milhões a bordo caiu em Boa Viagem (CE). Mas os recursos chegaram no destino: a campanha de Weverton Rocha, PDT.”, a Revista IstoÉ, edição 2544, de 28 de setembro de 2018, comete uma série de inverdades, contra pessoas e uma empresa há 23 anos estabelecida no mercado, cumpre-nos informar à sociedade a estranheza do teor da notícia e o estabelecimento dos fatos como realmente aconteceram.

A matéria – possivelmente construída a partir de interesses políticos inconfessáveis, o que não nos
cabe considerar, traz em seu bojo informes fantasiosos. Veja-se:

1) Induz a matéria que o destino da aeronave Cirrus Design SR 22 Prefixo PR-COR era o município de São Luiz (MA), quando a rota a ser cumprida era de Mossoró-RN a Crateús (CE), com alternativa para Tauá (CE). O avião saiu por volta de 07h30min, do dia 14 de setembro de 2018, dando uma pane no município de Boa Viagem-CE, o que provocou o pouso de emergência;
2) Depois diz ser o objetivo o transporte de 6 milhões de reais, cuja quantia havia chegado ao destinário.

Ora, no local em que o pouso ocorreu o piloto e o passageiro da aeronave foram visitados por uma
guarnição da Polícia Militar e pelo delegado e agentes da Polícia Civil, destacamentos do município de Boa Viagem (CE), que, por meia hora, fizeram vistoria e se colocaram à disposição para olaborar com o que fosse possível, sendo que a Polícia Militar esteve no local uma segunda vez colaborando com o reboque do avião. Houvesse dinheiro, o Boletim de Ocorrência registraria. Tem mais: o objetivo da viagem a Crateús (CE) era visita rotineira a obra – construção de trecho da CE 467, trecho entre os municípios de Nossa Senhora do Livramento e Monsenhor Tabosa, Estado do Ceará, não havendo nada além de documentos técnicos e projetos da obra;

3) Também insinua haver 3 pessoas quando do acidente. A verdade é que estavam presentes somente
o piloto José Severino Enéas Cândido e o diretor da CLC, o Sr. Céliton Luiz Costa de Oliveira;

4) Sobre a propriedade da aeronave em tela, como forma de dirimir dúvidas, a sua propriedade é da
CLC Construtora, adquirida em 3 de setembro de 2018, sendo que o seu registro ainda não havia sido alterado no Setor de Licenças da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), em face do pouco tempo de propriedade, e assim constou como sendo da Vokan Seguros.

A empresa, categoricamente, repudia o conteúdo mentiroso da matéria e informa que buscará repor a verdade, preservando a sua imagem e garantindo a confiança que desfruta em todos os estados da
Região Nordeste, bem como tomará as medidas judiciais, cíveis e criminais.

Matéria inicial

Foto: Luiz de Sá

A revista Istoé deste final de semana traz como destaque suposta operação encabeçada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), de dentro da cadeia, para manipular apoio de caciques regionais nas eleições 2018. Segundo a revista, o esquema de Lula em prol do presidenciável Fernando Haddad (PT) atingiu o governador Camilo Santana (PT) e o candidato ao Senado Eunício de Oliveira (MDB), enfraquecendo Ciro Gomes (PDT).

Avião com R$ 6 milhões a bordo caiu em Boa Viagem. Mas os recursos chegaram no destino: a campanha de Weverton Rocha, PDT, cita a Istoé.

Conforme apurou Istoé, um avião experimental Cirrus, da Vokan Seguros, a serviço da empreiteira CLC (Construtora Luiz Carlos), foi quem cuidou do transporte do dinheiro do Ceará com destino a São Luis. A CLC faz um trecho da BR-222, na região de Sobral (CE), uma obra do Ministério dos Transportes. No trajeto, percorrido no dia 14 de setembro, uma quase-tragédia: o avião acabou caindo com o dinheiro a bordo na cidade de Boa Viagem. Os recursos eram escoltados por um policial.

Com o acidente, outros agentes foram ao local imaginando que a aeronave pudesse transportar drogas. Coube ao policial a bordo do Cirrus a tarefa de tranquilizar os colegas, dizendo-lhes que não se preocupassem com a ocorrência, pois ninguém havia ficado ferido. O dinheiro, contudo, chegou ao destinatário final, cumprindo os desígnios de Lula: a campanha do pedetista Weverton – convertido a empedernido cabo eleitoral de Haddad.

De acordo com Istoé, o esquema seria operado através de bilhetes que chegam às mãos de assessores de confiança, dentre eles o deputado federal José Guimarães (PT-CE). Conforme a revista, além de promessas de cargos no futuro governo do PT, Lula articula vantagens financeiras destinadas a irrigar as campanhas de quem entra na estratégia. Um dos focos seria ampliar a vantagem de Haddad no Norte-Nordeste do País.

Nesse processo, velhos parceiros que até então marchavam ao lado de Henrique Mereilles (MDB) ou de Ciro Gomes (PDT) foram procurados. Seriam ele Renan Calheiros (MDB-AL), Eunício Oliveira (MDB-CE), Fernando Collor (PTC-AL) e o ex-senador José Sarney (MDB-MA).

Contra Ciro, Lula teria barrado apoio do governador do Maranhão Flávio Dino (PCdoB), procurado por José Guimarães, a quem coube repassar-lhe a orientação de Lula: que ele passasse a se dedicar a Haddad. “Dino tem que deixar de apoiar Ciro”, ordenou o petista da cadeia, diz a revista. A mesma influência teria acontecido com o deputado Weverton Rocha (PDT-MA), a quem foi dado R$ 6 milhões para deslanchar a própria campanha.

No Maranhão, Lula teria influnciado não só no apoio do deputado Weverton Rocha, como também na família Sarney. A revista relaciona o fato à estagnação de Ciro em 13% das intenções de voto e crescimento de Haddad.

No Piauí, Lula teria articulado, inclusive, a mudança de apoio do senador Ciro Nogueira (PP) que estava ao lado de Geraldo Alckmin (PSDB).

Ceará

Ainda que seja terra de Ciro Gomes, o estado do Ceará não teria ficado imune às supostas interferências. Através do interlocutor José Guimarães, Lula teria mandado recado ao governador Camilo Santana, coligado ao PDT no Estado.

Afilhado político dos Ferreira Gomes, Camilo pedia votos também para Ciro no Ceará. Lula determinou, então, que se bandeasse para Haddad, diz a revista. Paralelamente, teria articulado com Eunício, aliado informal de Camilo, seu desembarque da candidatura de Meirelles, em prol do candidato do PT ao Planalto. Em visita ao Ceará, Haddad posou para fotos com Eunício, ainda que nacionalmente o MDB seja adversário.

No Ceará, outro articulador de Lula, Valdemar Costa Neto, ex-presidente do PR, teria oferecido R$ 2,4 milhões para cada candidato a deputado federal do PR que apoiasse Haddad, afirma a revista.

Quando Fernando Haddad foi oficializado candidato do PT, Ciro ocupava o 2° lugar nas pesquisas de intenção de voto. No entanto, o candidato do PDT estagnou entre 11% e 13% e Haddad chegou a 22%, atrás apenas de Jair Bolsonaro (PSL).

(Revista Central)

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