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A conexão, segundo o MEC, permite pesquisas rápidas e acesso a conteúdos pedagógicos (José leomar/Diário do Nordeste)

Conexão de internet deve chegar a mais 204 escolas no Ceará

A Internet se tornou parte do cotidiano de tal forma que a comunicação em rede é utilizada para a resolução de diversos processos. No ambiente escolar, essa influência não poderia ser ignorada. Para garantir o acesso à internet dos estabelecimentos públicos de ensino, o Ministério da Educação (MEC) anunciou a destinação de recursos a escolas municipais e estaduais cearenses. Para este ano, haverá uma expansão que poderá atender a 204 escolas, segundo a Secretaria Estadual da Educação (Seduc). Já o MEC informou que ainda avalia a quantidade de unidades contempladas no novo pacote.

Segundo a plataforma do programa Educação Conectada, do Governo Federal, 492 escolas cearenses já recebem recursos do programa Dinheiro Direto na Escola, que é administrado pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).

Do total, 123 unidades são de administração estadual e outras 369 de gestão municipal. Os valores são repassados diretamente às instituições. Após aprovação do Fundo, as selecionadas devem elaborar um Plano de Aplicação Financeira, que reúne informações sobre o destino da verba.

Um levantamento da plataforma QEdu (portal que disponibiliza dados da educação básica brasileira), com informações do Censo Escolar, mostra que 70% das 5.363 escolas municipais de Educação Básica do Ceará – ou seja, 3.757 – têm acesso à internet.

Do total, 2.342 escolas – 44% – possuem a conexão por meio de banda larga. Os dados de infraestrutura são informados ao Censo pelas próprias redes de ensino. A localização das unidades permite visualizar uma discrepância na distribuição da tecnologia no Estado: 82% das escolas urbanas têm acesso à web, enquanto somente 58% das escolas municipais rurais possuem a mesmo serviço. O MEC não forneceu detalhes sobre o atendimento na zona rural cearense.

A medida de incentivo, conforme a Pasta federal, é “mais um passo importante para permitir pesquisas rápidas e acesso a conteúdos pedagógicos mais diversificados além dos já aplicados em sala de aula pelos professores”. Com o recurso extra, garante o MEC, será possível contratar serviços de conexão; implantar infraestrutura para distribuição do sinal, e adquirir ou contratar dispositivos eletrônicos, como roteador e nobreak.

Efeitos

O professor do Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGE) da Universidade Estadual do Ceará (Uece), João Batista Carvalho Nunes, avalia que com a convergência digital de mídias e serviços para a internet, “é fundamental que os estudantes da Educação Básica tenham acesso à rede”.

Para ele, esse acesso deveria ocorrer em qualquer lugar e, em especial, na casa e na escola. No entanto, pondera “os números mostram que ainda há muito a se fazer para garantir esse acesso pleno a toda a população escolar”.

As escolas que têm acesso à internet, principalmente à banda larga, segundo João Batista, contam com a possibilidade de integrar o uso da tecnologia no desenvolvimento das várias disciplinas.

Ele acrescenta que há disponível na rede grande quantidade de recursos capazes de serem “usados para favorecer o processo de ensino e aprendizagem dos conteúdos, seja mediante o uso de computadores, seja por meio de dispositivos móveis”. Dentre os dispositivos, o professor destaca os softwares e jogos educativos, os ambientes virtuais de aprendizagem, as redes sociais e os recursos educacionais abertos.

Cinturão

As escolas da zona urbana têm incentivo para instalar conexão por meio de fibra ótica, e, as da zona rural do Estado, via satélite. Algumas unidades, que já possuem a conectividade, “utilizam o recurso para ampliá-la para outros espaços da escola”, esclarece a Seduc.

Das escolas beneficiadas no Ceará, distribuídas em 58 municípios, 58% estão localizadas em Fortaleza: ao todo são 288. Em seguida, vêm cidades da Região Metropolitana, como Maracanaú e Caucaia, com 66 e 56 unidades, respectivamente. Porém, a maioria dos municípios conta com apenas uma escola no escopo, tais como Aracati, Barroquinha, Reriutaba e Varjota.

Conforme a Seduc, 99,3% das unidades de ensino estaduais têm acesso à rede mundial de computadores, sendo que 43,6% delas são cobertas pelo Cinturão Digital do Ceará (CDC). Dados de 2019 apontam que 315 escolas já possuem ligação com o Cinturão por meio da fibra ótica.

Atualmente, 113 municípios têm cobertura do Cinturão Digital, de acordo com a Empresa de Tecnologia da Informação do Ceará (Etice), atingindo mais de 90% da população urbana. O órgão destaca que há previsão para cobertura, por fibra ótica, de todos os 184 municípios do Estado nos próximos dois anos.

No caso da educação, a Pasta estadual afirma que diversas ações pedagógicas desenvolvidas nas escolas foram possibilitadas pela conexão de boa qualidade com a internet, como os aplicativos Aluno e Professor Online, além de ferramentas de acesso a vídeos e ensino de idiomas. A internet também é usada pela área administrativa da escola.

Inclusão

De acordo com o MEC, podem participar do Programa Educação Conectada as instituições que tenham pelo menos três computadores para uso dos alunos; no mínimo, um computador para uso administrativo; uma sala de aula em funcionamento, e mais de 14 alunos matriculados.

O Ministério explica ainda que a qualidade da internet que chega às escolas será monitorada em parceria com um Comitê Gestor da Internet (CGI), que criará painéis de controle para as redes.

Também será monitorado o desempenho da conectividade, com aferição da velocidade; o número de escolas com velocidade adequada; o número de alunos e professores que a utilizam, e o preço da velocidade contratada. Já a manutenção dos equipamentos, esclarece a pasta federal, caberá às redes estaduais e municipais de ensino.

Diário do Nordeste

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