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Governo costura abrir espaços em ministérios para que congressistas apoiem seus candidatos

Maia-Alcolumbre: Na ofensiva para eleger aliados como presidentes das Casas do Congresso, o governo costura abrir espaços em ministérios para que congressistas apoiem seus candidatos, sendo a principal meta derrotar o atual presidente da Câmara, Rodrigo Maia, segundo O Globo. O PT aceita apoiar para a disputa nomes que defenderam o impeachment de Dilma Rousseff, disse coluna da Folha de S. Paulo. A oposição não tem vetos em dialogar com o deputado Arthur Lira, afirmou seu líder, André Figueiredo, ao Congresso em Foco.

Supremo: Os ministros do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes votaram pela possibilidade de reeleição de Maia e do presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Já Kássio Marques votou apenas pela recondução de Alcolumbre.

Teto de Gastos: A decisão do Tribunal de Contas da União de permitir a execução de restos a pagar em 2021 contrariou a técnica do órgão, que alertou para o risco de se elevar artificialmente os gastos da União. O ministro da Economia, Paulo Guedes, deve recuar de apresentar meta fiscal flexível no ano que vem, em linha com o alerta do TCU.

PIB: Guedes classificou como “negacionistas” os analistas que não enxergam uma recuperação econômica em “V”.

Vacinação: O Senado aprovou ontem a medida provisória que libera recursos para a compra de imunizantes contra Covid-19, que foi à sanção presidencial, e um projeto com diretrizes para a distribuição de vacinas, prevendo que seja gratuita e priorize os grupos de risco. A medida provisória do programa Casa Verde e Amarela segue ao Senado.

O presidente Jair Bolsonaro seria reeleito presidente em todos os cenários, conforme pesquisa Exame/Ideia divulgada nesta sexta-feira, e o ex-governador do Ceará, Ciro Gomes, seria sua principal ameaça. Pelo levantamento, Bolsonaro teria 28% no primeiro turno. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria 16%, o ex-ministro Sergio Moro, 10%, Ciro Gomes, 7%, o apresentador Luciano Huck, 4%, e o governador paulista, João Doria, também 4%.

No segundo turno, Gomes marcaria 36%, tecnicamente empatado com Bolsonaro, com 37%, sendo o nome com melhores condições para derrotar o presidente, de acordo com a análise do levantamento. Huck e Lula alcançariam 32%, também tecnicamente empatados, embora em maior desvantagem – Bolsonaro teria 36% contra o apresentador e 37% contra o petista. Moro perderia para o chefe do Executivo por 44% a 29%.

Para nós, o desempenho de candidatos de centro e da esquerda alternativa ao PT na pesquisa reflete os efeitos do resultado da disputa municipal, que confirmou vitória de políticos experientes e a busca dos eleitores por diálogo e moderação. Nesta quinta-feira, o colunista Tales Faria, do UOL, informou que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, passou a trabalhar por uma aliança de partidos de centro com a esquerda para 2022, para o que poderia cogitar uma chapa com Gomes na cabeça e ele próprio na vice.

A pesquisa Exame/Ideia ouviu 1.200 pessoas entre os dias 30 de novembro e 3 de dezembro. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos.

Edmar Soares – Brasília

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